Johann Sebastian Bach
Johann Sebastian Bach nasceu no dia 21 de março de 1685, em Eisenach, Alemanha. Cresceu em um ambiente propício, pois era membro de uma família de músicos. Tomava aulas de violino com o pai, violinista da corte de Eisenach, ao mesmo tempo que recebia lições de órgão e cravo com seu tio, organista da igreja de São Jorge.
Quando tinha nove anos perdeu sua mãe e, um ano após, seu pai. A família se viu obrigada a se dispersar e o jovem Bach, o caçula, foi morar com seu irmão mais velho, Johann Christoph, organista da igreja de São Miguel, que lhe ensinou as primeiras noções de composição. Mas os recursos do irmão eram escassos e Bach esforçava-se, ajudando nas despesas domésticas, cantando no coro de algumas igrejas, pois era dotado de privilegiada voz de soprano menino.
Aos quinze anos decidiu abandonar a casa do irmão e prover seu próprio sustento. A sólida cultura musical que adquirira lhe permitiu lançar-se no mundo, em 1700, mudando-se para Lüneburg. Lá enriqueceu seus conhecimentos em literatura, filosofia, línguas e teologia. E teve a oportunidade de entrar em contato com a cultura francesa, verdadeira mania naquela cidade de intensa vida cultural.
Ludwig Van Beethoven Ludwig Van Beethoven nasceu no dia 17 dezembro de 1770 na cidade de Bonn, na Alemanha, à beira do Reno. Seu pai, Johann Van Beethoven, era músico, trabalhando a serviço do príncipe local. De ascendência holandesa, o músico Johann, que já havia perdido vários filhos, só tinha uma ambição: que seu filho Ludwig fosse um novo Mozart.
Jovem, respeitado como um bom músico, tudo se encaminhava para que Beethoven se tornasse mais um dos inumeráveis compositores que viviam em Viena na mesma época. Todavia, algo se abatia sobre o jovem compositor: ele estava ficando surdo. A partir daí surge o Beethoven quase mítico que conhecemos. O drama da surdez, que o músico procura esconder a princípio, ganha proporções assustadoras na vida do jovem quando descobre que seu mal é incurável. Pouco a pouco, afasta-se do convívio social, no auge de sua fama, passando a viver como compositor e professor. É dessa época o famoso Testamento de Heilligenstadt, no qual Beethoven afirma sua convicção na música como única redentora de todos os males.
Wolfgang Amadeus Mozart Wolfgang Amadeus Mozart nasceu em Salzburgo, na Áustria, em 27 de janeiro de 1756. Batizado como Johannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart. Posteriormente seu pai mudou 'Wolfgangus' para 'Wolfgang'; '\Theophilus' para 'Amadeus' (amor a Deus); e cortou o 'Johannes Chrysostomus'. Foi um menino prodígio de uma família de músicos, que começou a compor com a idade de cinco anos. Seu pai chamava-se Leopold Mozart, também compositor. Algumas das primeiras obras que Mozart escreveu quando menino foram duas pequenas composições para dois pianos, destinadas a serem interpretadas por ele e seu irmão.
Mozart viveu grande parte de sua vida em Viena, de onde freqüentemente viajava por toda a Europa. É considerado um dos maiores gênios da música clássica, e um dos compositores mais populares em concertos sinfônicos no mundo inteiro. Mostrou em muitos de seus trabalhos, que podia escrever peças tão maravilhosas para os instrumentos como para cantores líricos, violino ou piano. Sendo máximo expoente, junto com Haydn do período do classicismo, Mozart é considerado o compositor que iniciou a transição para o período romântico da música clássica.
Mozart é provavelmente o maior gênio musical da história. Apesar de ter sido tão brilhante, não teve uma vida fácil. Muitas vezes, não recebeu o pagamento prometido pelo seu trabalho. Gradativamente, sua saúde começou a enfraquecer. Viveu apenas um pouco mais da metade do que Beethoven, mas foi assombrosamente prolífico desde sua infância até sua morte em 1791.
Frederic Chopin Nasceu na cidade de Zelazowa Wola, Polônia, no dia 11 de fevereiro de 1810. Morreu em Paris no dia 17 de outubro de 1849. Saiu de Varsóvia pouco antes da Polônia capitular diante dos russos, em 1830. A Polônia, para a qual não voltou em vida, não passava de uma recordação nostálgica: romantismo moderadamente nacionalista. Em Paris, a sociedade aristocrática e os círculos intelectuais lhe abriram largamente as portas.
Nunca foi virtuose das grandes salas de concertos, para o público anônimo. A simpátia geral da Europa toda, hostil ao czarismo russo, para com os refugiados poloneses, facilitou a entrada de Chopin para o mundo ocidental. Polonês de nascimento e de inspiração, tornou-se francês pela cultura e pelo ambiente.
Piotr Ilych Tchaikovsky Tchaikovsky nasceu em Vyatka, na Rússia, em 7 de maio de 1840, segundo de uma família de cinco filhos. Ainda criança foi estudar na capital do Império, São Petersburgo, acompanhado por sua mãe. Sua personalidade já tinha as características que viriam a marcar sua vida adulta: muito inteligente e emotivo, embora bastante impetuoso.
Já nessa época de estudante apresentava uma auto-crítica que, no futuro, o faria rasgar muitas de suas partituras, insatisfeito com seu desenvolvimento.
Em sua juventude, por insistência da família, foi estudar Direito e conseguiu um emprego no Ministério da Justiça.
Com pouco mais de vinte anos, porém, mandou a família às favas e foi estudar música no Conservatório de São Petersburgo. Qualquer pessoa nessa idade é considerada, pelos entendidos, como "velha demais" para estudar música. O caso de Tchaikovsky não fugiu à regra. Com vinte e um anos, apesar de conhecer e gostar de
Mozart, não sabia quem era
Schumann e não tinha a menor idéia de quantas sinfonias
Beethoven havia escrito. Todavia, em um gigantesco esforço de trabalho, coordenado por seu professor Anton Rubinstein, fez com que o aluno progredisse rapidamente. Um exemplo: certa vez, Rubinstein pediu-lhe que escrevesse variações sobre um tema de Beethoven. Tchaikovsky passou a noite trabalhando e na manhã seguinte apresentou duzentas.
Richard Wagner Nascido em Leipzig, na Alemanha, Wagner, compositor e maestro, iniciou seus estudos musicais influenciado pela literatura e filosofia românticas. Buscou, em sua arte, alcançar a síntese perfeita entre música e drama. Construiu o Teatro Bayreuth, que, segundo ele, era o espaço perfeito para a apresentação de suas óperas. O "Templo da Arte" seguia o modelo do teatro grego, concebido para unificar gestos, luz, cenário, figurino e música , tudo sob a direção do maestro. Em suas montagens, a orquestra permanecia invisível para o público, transformando a cena numa emanação da música e criando um clima mágico com fortes efeitos cênicos.
Wagner foi um maestro prodigioso, experimentando todas as possibilidades da arte de reger. Sua expressão artística destacava-se pelo refinamento da utilização orquestral, pela força dramática dos cantores e pelo desenvolvimento do tema e motivo que assumiam um papel estrutural em sua obra (Leitmotiv).
Reconhecido na Europa como o representante máximo do neo-romantismo alemão, seus ideais artísticos foram a expressão de sua vida particular e pública, sendo considerado um dos intelectuais mais atuantes do século XIX. Suas convicções estavam fundadas na tragédia clássica e na criação de uma música nacional que, baseada nos mitos de origem do povo alemão e na criação da identidade coletiva, fosse capaz de educar e formar um novo homem. Segundo ele, a concretização desses ideais somente seria possível se um efeito revolucionário atingisse a sociedade, sendo que tal elemento revolucionário era a música. Assim, a sua arte resultou numa estética rigorosa e moralizante, com o objetivo de determinar e influenciar todos os âmbitos sociais.
Maurice Ravel Maurice Ravel nasceu nos Baixos Pirineus, em 07 de março de 1875. Alguns meses mais tarde, a família mudou-se para Paris onde Ravel passou a maior parte de sua vida. Muito cedo mostrou uma preferência pela música, e seu pai, diferentemente de outros pais de talentosos músicos, o incentivou ativamente. Ravel ingressou aos 14 anos no famoso Conservatório de Paris e saiu em julho de 1895 sem receber nenhuma distinção honrosa. Retornou em 1898 para estudar composição com Fauré, mas sua deliberada transgressão das regras musicais fez com que, mais uma vez, não ganhasse nenhum prêmio.
Apesar da falta de sucesso acadêmico, Ravel encontrou um nicho entre o público contemporâneo. Durante a década seguinte, sua popularidade na França cresceu, especialmente com composições para piano como Jeux d’eau e Pavane pour une enfante défunte. Ravel começou a trabalhar em dois de projetos operísticos (La cloche engloutie e Olympia) que nunca foram concluidos, ainda que algumas partes de La cloche tenham sido usadas na sua primeira ópera, L’heure espagnole, que escreveu entre 1907 e 1909.
A música de Ravel é conhecida por sua precisão cronométrica e pela sua maneira engenhosa de empregar os estilos modernos. Bitonalidade e elementos de jazz permeiam seu trabalho, especialmente em L’Enfant. Ravel foi também influenciado pelos exóticos sons do gameleão javanês e da música russa, que ele ouviu em 1889 na feira mundial de Paris.